segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Submergir sob silêncios em substâncias das estâncias submersas

Aprendi a ter raiva do silêncio
pois na candura das palavras
encontro conforto
Na ausência
eu sinto solidão.
Por isso a candura do silêncio
só existe quando breve
no momento em que olho nos olhos
no momento em que abraço
e me abstenho de palavras.
O silêncio bom quando efêmero
torna-se martírio quando permanece.
As palavras não ditas sufocam,
me fazem preferir a morte pela doença do risco
do que afogada em mágoas e receios
que dentro de nós perecem.



Andressa Liz

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