terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Foi-se da vida
a tristeza dos olhares
e as sombras fugazes
da eterna despedida.
A dor é secundária,
reparos são sempre
necessários.


Andressa Liz

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Lâminas

Se fora por vez
quem precisava eu ser
mas pela
dor
das
palavras
tive de ser assim,
são lâminas cegas
a cortar os cegos
de amor.


Andressa Liz

Pirilampos

Onde
não estive
mais,
foi penumbra
quando
Ontem,
incendiaram-se
pirilampos.
Eram fogos
e luzes
a pairar
pelos campos
com sonhos
não mais mortos
a acender em mim.



Andressa Liz

domingo, 4 de janeiro de 2015

Talvez,
alguma ventania da noite
sopre certezas.



Liz

Vento

Faltam-me palavras
para atingir a essência do teu ser
e ao transparecer sorrisos
tu apenas é.
Apenas ser é impossível de descrever,
por isso, por mais que eu escreva
minhas palavras são nadas
nadas carregados ao vento.
e o vento apenas é.



Andressa Liz


Inverno

Todas as vezes que me perdia
na ventania de uma palavra
sórdida, nua e fria
horas passavam
e a noite virava dia.
Nas mágoas de poemas
de rosas
haviam espinhos
a cravar na pele
e chorava de dor
sobre rimas desdenhosas
que logo manchariam a neve
com sangue, ou vinho.



Andressa Liz

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Apocalipse

Não penso que o fim
será estrondoso.
Fim é sempre
silencioso.
Tal como lágrimas
ao caírem no chão,
uma paz
na noite
que aparentemente
oculta o
inferno.
O silêncio toca uma única
canção
muda e perigosa,
com efeito,
não de brisa do verão (calma),
mas como geada do inverno. (Estrondosa)



Andressa Liz