segunda-feira, 8 de abril de 2013

Borboleta


Você aparenta ser uma borboleta, bela e frágil ao mesmo tempo, livre para ir aonde quiser e suscetível a morrer em qualquer lugar facilmente. As cores de suas asas chamam tanta atenção que ao mesmo tempo que causam admiração, poderiam causar a sua morte. As flores de que se alimenta permanecem lá, mas durante um de seus vôos você talvez não permaneça. Ser bela não lhe poupa de ameaças, muito pelo contrário, ser bela e livre certamente causará sua ruína em algum momento.
Embora a vida seja uma metamorfose para atingir a desejada liberdade, deve se abster dela durante os períodos de casulo, deve-se alimentar as esperanças da lagarta de um dia poder criar asas e voar para longe.
Engraçado como nos privamos daquilo que mais queremos para podermos possuir depois, sabendo que uma hora ou outra isso nos destruirá, somos belos enquanto somos, arriscamos quando nos permitimos, e finalmente nos tornamos livres, para encontrar as flores pelo caminho, ser quem realmente somos para então, finalmente, deixar de ser.
Então, bela borboleta, voe enquanto pode, viva enquanto está liberta, pois a liberdade não custa barato e o pagamento nos tira tudo.

Andressa Liz

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Fogo


Não fique bravo querido
estarei aqui ao amanhecer,
não sou sua e nem de ninguém
Mas hei de um dia ser.

Serei sempre desgarrada sem algum corpo que me prenda?
Ou um coração que me liberte
Além de um fite ou flerte
Ou algo que me surpreenda.

Não me culpe pela liberdade, não sou como pássaros em gaiolas
Não entendo nem o que sou
Não sobrevivo de esmolas
Nem sei bem para onde vou, mas são muitas as histórias.

Vivo intensamente em cada sonho aparente
Misturo desejos em minha mente e ainda consigo sorrir
Mesmo descontente.

Posso ser rima ou afeto,
Na sutileza de um riso, meio que discreto.
Não tenho conserto para o que sou
Sou metades, sou ardor,
como arde o fogo inquieto

Não fique bravo meu querido,
Ainda me recupero de um coração ferido
Sou intensa enquanto sou
Mas hoje o tempo já levou
E já paguei o pior castigo.


Andressa Liz

quarta-feira, 20 de março de 2013

Música da Semana - Love Lust

Hoje fiz a seleção de um folk da banda King Charles, que eu conheci a pouco tempo e já achei fantástica. A musicalidade e harmonia de tudo na música a torna uma ótima opção para relaxar e traz uma sensação de paz, apesar da letra um tanto dramática e romântica.

Love Lust - King Charles


Never let a woman go even when you know she can always be replaced.
She can always be replaced.
Lust only grows like anger and revenge.
Beauty comes and goes but love stays until the end.

Oh, never let a woman go even when you know she can always be replaced.
She can always be replaced.
Lust only grows like anger and revenge.
Beauty comes and goes but love stays until the end.

I wrote you a song Mississippi Isabel
I even sent you flowers when you felt ill
You’ve the strength of the Greeks
You are God’s masterpiece
You’re every triumph, every victory
I believe in every breath you breathe.

And I always imagined you’d be by my side
Whether I’m hiding in the city or tearing through the wild
You’re only a yoke, a noose on my throat
If your beauty is a fortress then my love will be the moat.
Oh, fall in love with you, fall in love with you, I must.

I’ll consume every part of you to indulge my love lust.

Never let a woman go even when you know she can always be replaced.
She can always be replaced.
Lust only grows like anger and revenge,
Oh beauty comes and goes but love stays until the end.

With a guitar in my hand or a gun in my hand
I’d give it all up for your hand in my hand.
For the sun on my skin as the morning begins
I’d die in the darkness to feel your skin on my skin.

Young soul
Young love
Young blood

Treasure every beating heart that sets your soul on fire.
Love will set your soul on fire.
Love will set your soul on fire.

terça-feira, 12 de março de 2013

Música da Semana - O Silêncio das Estrelas

Criei esse tópico com o objetivo de divulgar músicas que eu particularmente gosto muito e admiro de alguma forma, um espaço para dedicar à arte da música que fala tudo que se tem pra falar em forma de pura poesia, não há nada tão lindo quanto isso. Uma seleção de músicas que acho que todos deveriam escutar.

Para começar escolhi uma nacional, "O Silêncio das Estrelas" de Lenine.

uma boa reflexão sobre a destruição da natureza feita pelo próprio Homem.

Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
 Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais...
Afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz...
 
Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais...

domingo, 10 de março de 2013

Até quando

Em que ou em quem podemos confiar? Nos nossos sonhos, nos nossos amigos? Vivemos sem viver e sonhamos em ter o que não queremos realmente ter. Futilidades nas palavras, críticas na ponta da língua ao mesmo tempo que mantemos nossos olhares cegos ou sem foco. Olhar em volta por que motivo? Ver o mundo arder em chamas até esperar o fogo dissipar? Por quanto tempo?
Nossos sonhos são roubados, nossas ideias mentalizadas repentinamente destruídas. Olhamos em volta e o que vemos? Corpos vazios impregnados do veneno dos desejos cobiçados e roubados. E desde quando? Desde que nos damos por gente ou pelo menos achamos que nos damos. Até quando? Até pararmos de insistir sempre nos mesmos erros, até diminuir a ociosidade ao ampliar a vontade própria e aprendermos aplicar a disciplina dita como ensinada. Do contrário que continuemos traçando rotas sem chegar a lugar nenhum, idealizando sonhos sem objetivo algum.

Andressa Liz

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Metade



Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.


Oswaldo Montenegro

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sailing on feelings

Há certos dias em que não posso confiar em mim mesma, dias de completa indecisão, onde meus medos são alimentados por angústias.
As vezes posso escutar as vozes na minha mente me impedindo de tomar qualquer que seja a decisão, já não sei mais o que realmente quero mesmo quando traço meus objetivos e faço prioridades, afinal não posso saber qual dos barcos navegando em meio a essa hedionda tempestade chegará são à costa.
Não gosto de seguir sozinha por esses caminhos tortuosos repletos de dúvidas e medos momentâneos. Não, não tenho medo de viver, apenas de perder o que não quero perder no meio do caminho.
Alguns dias ando não sabendo se estou certa ou errada, talvez errando enquanto tento acertar e bom... pelo menos tentei. Em alguns momentos não tenho muito o que fazer a não ser esperar, e olha que não sou a pessoa mais paciente do mundo, talvez eu tenha aprendido que a pressa não me levará a nenhum caminho que realmente desejo seguir.
Anseio pelos sonhos que carrego, pelas pessoas que conheço e me arrancam um sorriso do rosto e tornam meus dias mais alegres, anseio pela calmaria em meio a tamanha tempestade e realmente desejo que um dos barcos chegue são à costa.

Andressa Liz