Não posso me atrever a sentir por você mais do que já sinto, pois eu tenho medo de que no fim tudo isso me leve às velhas desilusões e fracassos, o que na verdade já é evidente.
As dúvidas e incertezas que me deixa são sem dúvidas mais difíceis de suportar enquanto eu vou tendo cada vez mais certeza do que sinto. Me sinto estúpida.
Me limito a dizer em três pontos o que deveria ser um grito desesperado implorando que demonstrasse algum sinal de que significo algo, mas a quem estou tentando enganar? É claro que não deve sentir e nem o culpo por isso.
Tudo o que me lembro de você, nas poucas vezes que o vi são umas das melhores imagens que vi nesse ano cheio de péssimos acontecimentos, era a imagem do seu sorriso. Lembro também das suas palavras acolhedoras que citavam "saudade" de uma forma bem sutil, mas que foram gravadas na minha mente e aqui residem até hoje.
Não poderia deixar de lado que a melhor coisa que aconteceu a mim este ano foi graças a você, meio que sem querer, mas o "presente" que me deu sem dúvidas alegrou minha vida.
Me sinto péssima por ter exposto meus sentimentos de novo, mas já não sei a quem recorrer, parece que algumas coisas nunca mudam em mim. Eu sinto a necessidade de vê-lo feliz e sentia também a necessidade de poder fazê-lo feliz, mas a verdade é que não posso quando na realidade não é isso o que quer.
Eu devo admitir que as pessoas como você me atraem, não sei ao certo o motivo, talvez eu goste de sofrer ou talvez porque você seja o tipo de pessoa que arrisco a tentar amar, mesmo sabendo que isso possa significar a minha ruína.
Liz
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Vontade de desistir.
Talvez um dos meus maiores erros foi saber amar demais, gostar demais, me apegar demais, culpo toda a minha intensidade pelo que eu sou hoje, talvez eu até me orgulhe disso de alguma forma, mas admito que não me faz bem em nenhum momento.
Devo dizer que cansei de procurar nos lugares errados e até mesmo nos lugares que achei serem certos aquilo que nunca poderiam retribuir, a falha é minha, admito.
Devo dizer também que amar demais as pessoas alimenta as dores e engrandece os medos.
Paixões destroem sonhos e partem corações, nos torna fracos e sem saída procuramos desesperadamente por algo que talvez nunca teremos de volta.
É tudo que nos resta, sonhos despedaçados e cansaço dos frustrantes fracassos da vida. As pessoas no fim parecem não se importarem e nem dão a importância que damos a elas.
A vontade que nos resta é desistir de tudo, pois não há nada mais frustrante do que nunca sermos bons para ninguém, de pensarmos todas as vezes que poderia ser diferente quando na verdade é sempre a mesma coisa.
Liz.
Devo dizer que cansei de procurar nos lugares errados e até mesmo nos lugares que achei serem certos aquilo que nunca poderiam retribuir, a falha é minha, admito.
Devo dizer também que amar demais as pessoas alimenta as dores e engrandece os medos.
Paixões destroem sonhos e partem corações, nos torna fracos e sem saída procuramos desesperadamente por algo que talvez nunca teremos de volta.
É tudo que nos resta, sonhos despedaçados e cansaço dos frustrantes fracassos da vida. As pessoas no fim parecem não se importarem e nem dão a importância que damos a elas.
A vontade que nos resta é desistir de tudo, pois não há nada mais frustrante do que nunca sermos bons para ninguém, de pensarmos todas as vezes que poderia ser diferente quando na verdade é sempre a mesma coisa.
Liz.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Gostaria...
Apenas gostaria de segurar suas mãos, ou passar as noites de sexta com você. Gostaria de sentir a brisa fresca do anoitecer com os seus braços ao meu redor, fazer chocolate quente e deitar em baixo das suas cobertas. Gostaria de dormir nos seus braços e acordar olhando nos seus olhos, sentir sua respiração sobre minha pele e sorrir ao toque dos seus beijos no meu ombro e nos meus braços. Gostaria de roubar seus beijos e sorrisos e atrair seus olhares com meu sorriso, de me perder em você quando estiver perdido em mim e de prender seus lábios nos meus por longos segundos. Gostaria de sair correndo na chuva com você e te beijar, de sentir o teu perfume ao te abraçar, de rir ao som da sua risada e de receber seus beijos na testa ao se despedir. Gostaria de pertencer aos seus dias como pertence aos meus, de significar na sua vida o que significa na minha. Gostaria de dizer eu te amo baixinho no seu ouvido e receber um "eu te amo mais", de abraçar você forte e dizer para ficar comigo sempre, não me abandonar jamais.
Andressa Liz
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Rotineiro
Eu vos contaria outra história se tivesse outra história para contar, ultimamente tudo que tenha saído da rotina e do usual acabou sendo catastroficamente entediante. É uma lástima o tédio dos dias que prosseguem e das dúvidas incessantes que persistem em existir, as contradições continuam deixando as palavras, tanto ditas quanto não ditas parecerem não ter mais significado algum. Ás vezes a calmaria é boa, as vezes o vazio nos dá uma paz, mas outras vezes eles nos faz sentir completamente sós e nos dói. Afinal poderíamos esperar por toda uma vida repleta de vazios que algo bom pudesse acontecer? Como se as histórias continuassem a se repetir e os novos acontecimentos fossem se tornando cada vez mais rotineiros e usuais, o novo torna-se velho e já não há mais histórias a se contar.
Andressa Liz
domingo, 9 de dezembro de 2012
Mais Objetivismo
Gostaria de poder amar novamente da forma como eu sabia amar as pessoas antes. É como se cada decepção estivesse aos poucos criando um escudo em mim contra o amor, contra amar.
Sempre condenei a intensidade pela forma como me fazia sentir, tanto a respeito de coisas boas quanto das coisas ruins, devo dizer agora que o que me traduz é a imparcialidade e talvez até um pouco do medo de arriscar tudo novamente.
Passei tanto tempo dando um amor que nunca podia receber de volta, passei tanto tempo me decepcionando e criando pesadelos diários em meus sonhos que acabei esquecendo das boas coisas. Já não sou mais tão poética como antes e até já me esqueci como utilizar as palavras bonitas, já não aprecio tanto os textos melosos ou os floreios que enchiam meus textos de subjetividade, estou cada vez mais adepta da objetividade e da razão, como a transição do romantismo para o realismo, não que eu tenha de fato desistido de tudo, mas diria que estou em transição do meu próprio mundo para a realidade.
Andressa Liz
Sempre condenei a intensidade pela forma como me fazia sentir, tanto a respeito de coisas boas quanto das coisas ruins, devo dizer agora que o que me traduz é a imparcialidade e talvez até um pouco do medo de arriscar tudo novamente.
Passei tanto tempo dando um amor que nunca podia receber de volta, passei tanto tempo me decepcionando e criando pesadelos diários em meus sonhos que acabei esquecendo das boas coisas. Já não sou mais tão poética como antes e até já me esqueci como utilizar as palavras bonitas, já não aprecio tanto os textos melosos ou os floreios que enchiam meus textos de subjetividade, estou cada vez mais adepta da objetividade e da razão, como a transição do romantismo para o realismo, não que eu tenha de fato desistido de tudo, mas diria que estou em transição do meu próprio mundo para a realidade.
Andressa Liz
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Por Um Brasil Realmente Independente
Está implícito durante toda a história do Brasil que a independência política brasileira foi um “arranjo político-econômico”, o que implicou uma acirrada luta social. Várias camadas disputavam a liderança com o desejo de imprimir ao movimento libertador o sentido mais conveniente para cada uma. No final como esperado a cama social vencedora foi a aristocracia rural dos grandes proprietários escravistas, o que implicaria mais tarde na situação política atual do nosso país.
O “Brasil” desde 1500 foi um território de exploração da corte portuguesa, com o objetivo único e exclusivo de abastecer a metrópole e a enriquecer. O fato de o Brasil ter sido colônia até o fim do século XVIII justifica a atual situação político-econômica do país, sendo que enquanto outros países enriqueciam desde aquela época até os dias atuais, o Brasil servia como fonte de enriquecimento até o dia em que “conseguiu” libertar-se da metrópole, também por finalidades econômicas.
A libertação da metrópole também não foi algo fácil de se obter, foi através de muitas revoltas, tanto aristocratas quanto populares, que a população brasileira conseguiu romper com parte desses vínculos com a corte portuguesa. Enquanto os aristocratas visavam a expansão econômica e seu próprio enriquecimento sem a dependência da metrópole, o que significaria o rompimento com a corte portuguesa, a maior parte da população, constituída pelas camadas populares lutavam por melhorias nas condições de vida e para sair da miséria, uma das principais consequências da exploração colonial. Apesar dos propósitos diferenciados, tanto a camada aristocrata quanto popular tinham o mesmo objetivo de romper com a metrópole, e apesar de muitas mortes e divergências sociais esse rompimento foi obtido. Com a vitória e influência significativa da camada mais rica o desenvolvimento e ampliação do comércio capitalista eram iminentes.
Consequentemente a independência do Brasil, mais tarde também não ocorreu como consequência da miséria e péssimas condições de vida da população, e sim com a finalidade de expandir ainda mais o comércio e a economia capitalista, o que explicaria o motivo da independência poder ser considerado um arranjo “político-econômico”. Não mais atrelada ao monopólio comercial e ao antigo pacto colonial os comerciantes puderam viver um tempo de prosperidade material nunca vivida durante o período exploratório da metrópole, onde a liberdade já era sentida nos bolsos da elite nacional.
Embora a situação tenha melhorado economicamente para parte da população, a maioria ainda vivia em situação de miséria, e o Brasil ainda dependia economicamente de outros países, tal dependência que podemos ver perdurar até hoje, sem mencionar a monarquia e o governo absolutista português que regeu o país durante um tempo considerável, a partir disso podemos pensar, seria o Brasil um país realmente independente?
Até os dias atuais podemos nos questionar a respeito da independência do Brasil, que embora tenha desenvolvido vigorosamente a economia, ainda conservou muitos problemas da época colonial que teve como consequência o aumento da dívida externa, uma industrialização tardia e assim uma dependência tecnológica se comparado a países considerados desenvolvidos, sem mencionar a enorme exclusão social de grande parte da população e preconceitos raciais contra descendentes africanos.
Não podemos culpar a todos pelo precário desenvolvimento social do país, cujos problemas começaram desde a época colonial e agravaram-se ao longo dos anos, tanto durante o período regencial como republicano onde, não obstante, a criação de uma democracia e a tentativa da maior participação das camadas populares em questões políticas não impulsionou uma melhoria nos problemas de caráter social, mas sim o agravamento destes, por diversas causas que estão inseridas dentro do contexto de subdesenvolvimento. No entanto é importante a comparação realizada entre o período de independência e a situação atual do nosso país, para nossa maior compreensão e melhorias em nosso poder crítico quando se trata de questões políticas do país, as quais não podemos ignorar.
Vivemos em um país resignado ao poderio de grandes nações de influência mundial, país que enriqueceu estas enquanto empobrecia tendo de sustentar uma população maior do que podia sustentar, população que lutou pelos seus direitos e luta até hoje e que poderia nos passar a imagem de um país que resistiu bravamente em favor do seu reconhecimento e resiste até hoje, tal como devemos continuar fazendo. Embora com um governo ainda impregnado por antigas corrupções, ainda há a possibilidade de uma melhoria nos âmbitos sociais na qual ainda podemos acreditar em meio ao ápice da expansão capitalista.
por Andressa Liz
O “Brasil” desde 1500 foi um território de exploração da corte portuguesa, com o objetivo único e exclusivo de abastecer a metrópole e a enriquecer. O fato de o Brasil ter sido colônia até o fim do século XVIII justifica a atual situação político-econômica do país, sendo que enquanto outros países enriqueciam desde aquela época até os dias atuais, o Brasil servia como fonte de enriquecimento até o dia em que “conseguiu” libertar-se da metrópole, também por finalidades econômicas.
A libertação da metrópole também não foi algo fácil de se obter, foi através de muitas revoltas, tanto aristocratas quanto populares, que a população brasileira conseguiu romper com parte desses vínculos com a corte portuguesa. Enquanto os aristocratas visavam a expansão econômica e seu próprio enriquecimento sem a dependência da metrópole, o que significaria o rompimento com a corte portuguesa, a maior parte da população, constituída pelas camadas populares lutavam por melhorias nas condições de vida e para sair da miséria, uma das principais consequências da exploração colonial. Apesar dos propósitos diferenciados, tanto a camada aristocrata quanto popular tinham o mesmo objetivo de romper com a metrópole, e apesar de muitas mortes e divergências sociais esse rompimento foi obtido. Com a vitória e influência significativa da camada mais rica o desenvolvimento e ampliação do comércio capitalista eram iminentes.
Consequentemente a independência do Brasil, mais tarde também não ocorreu como consequência da miséria e péssimas condições de vida da população, e sim com a finalidade de expandir ainda mais o comércio e a economia capitalista, o que explicaria o motivo da independência poder ser considerado um arranjo “político-econômico”. Não mais atrelada ao monopólio comercial e ao antigo pacto colonial os comerciantes puderam viver um tempo de prosperidade material nunca vivida durante o período exploratório da metrópole, onde a liberdade já era sentida nos bolsos da elite nacional.
Embora a situação tenha melhorado economicamente para parte da população, a maioria ainda vivia em situação de miséria, e o Brasil ainda dependia economicamente de outros países, tal dependência que podemos ver perdurar até hoje, sem mencionar a monarquia e o governo absolutista português que regeu o país durante um tempo considerável, a partir disso podemos pensar, seria o Brasil um país realmente independente?
Até os dias atuais podemos nos questionar a respeito da independência do Brasil, que embora tenha desenvolvido vigorosamente a economia, ainda conservou muitos problemas da época colonial que teve como consequência o aumento da dívida externa, uma industrialização tardia e assim uma dependência tecnológica se comparado a países considerados desenvolvidos, sem mencionar a enorme exclusão social de grande parte da população e preconceitos raciais contra descendentes africanos.
Não podemos culpar a todos pelo precário desenvolvimento social do país, cujos problemas começaram desde a época colonial e agravaram-se ao longo dos anos, tanto durante o período regencial como republicano onde, não obstante, a criação de uma democracia e a tentativa da maior participação das camadas populares em questões políticas não impulsionou uma melhoria nos problemas de caráter social, mas sim o agravamento destes, por diversas causas que estão inseridas dentro do contexto de subdesenvolvimento. No entanto é importante a comparação realizada entre o período de independência e a situação atual do nosso país, para nossa maior compreensão e melhorias em nosso poder crítico quando se trata de questões políticas do país, as quais não podemos ignorar.
Vivemos em um país resignado ao poderio de grandes nações de influência mundial, país que enriqueceu estas enquanto empobrecia tendo de sustentar uma população maior do que podia sustentar, população que lutou pelos seus direitos e luta até hoje e que poderia nos passar a imagem de um país que resistiu bravamente em favor do seu reconhecimento e resiste até hoje, tal como devemos continuar fazendo. Embora com um governo ainda impregnado por antigas corrupções, ainda há a possibilidade de uma melhoria nos âmbitos sociais na qual ainda podemos acreditar em meio ao ápice da expansão capitalista.
por Andressa Liz
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Amar o "errado"
E Hoje eu o olhei com outros olhos, olhei com um pouco de desdém, fitei a hipocrisia nos pequenos detalhes e a indiferença pelas palavras que foram ditas, vi que eu estava destinada a cometer mais um erro na minha vida e que essas noites de insônia podem significar minha ruína daqui a um certo tempo.
Enquanto vejo as horas passarem e ao mesmo tempo não passarem, observo tudo que talvez tenha alguma relação com você, paro e reflito em tudo que aconteceu até agora e devo admitir que a falha também é minha por sentir demais e ser intensa demais quando deveria ser suficientemente forte para controlar meus sentimentos, mas mesmo assim você é o culpado de tudo.
E mesmo depois de tudo, devo ter a coragem de admitir que o que me atrai mesmo é o diferente e o que parece ser errado, o difícil ou talvez impossível, não importa quantos forem os erros, não importa a minha continuidade em errar por amar-te demais, eu escolhi isso e devo arcar com as consequências embora tudo que nos resta algumas vezes é a vontade de desistir de tudo e desabar.
Andressa Liz
Enquanto vejo as horas passarem e ao mesmo tempo não passarem, observo tudo que talvez tenha alguma relação com você, paro e reflito em tudo que aconteceu até agora e devo admitir que a falha também é minha por sentir demais e ser intensa demais quando deveria ser suficientemente forte para controlar meus sentimentos, mas mesmo assim você é o culpado de tudo.
E mesmo depois de tudo, devo ter a coragem de admitir que o que me atrai mesmo é o diferente e o que parece ser errado, o difícil ou talvez impossível, não importa quantos forem os erros, não importa a minha continuidade em errar por amar-te demais, eu escolhi isso e devo arcar com as consequências embora tudo que nos resta algumas vezes é a vontade de desistir de tudo e desabar.
Andressa Liz
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